Base do SINDIFES-MG deflagra Greve por tempo indeterminado e aumenta pressão sobre Governo

Os Técnico-Administrativos em Educação da UFMG, CEFET-MG, UFVJM e IFMG deflagraram greve por tempo indeterminado em Assembleia híbrida na manhã desta terça-feira, 10 de março. A atividade ocorreu presencialmente no Auditório A102 da CAD 2, no Campus Pampulha da UFMG, e virtualmente via Zoom. Cerca de 700 pessoas participaram da atividade, que também deliberou que seja cobrada a Contribuição Assistencial das/os não filiadas/os e definiu que o Comando Geral de Greve fará a escolha das/os delegadas/os que irão representar as posições aprovadas pela Categoria em Assembleia.

Informes

Cristina del Papa, coordenadora geral do SINDIFES-MG, abriu a Assembleia com os informes sobre o PL 5874/2025, que institui o Reconhecimento de Saberes e Competências dos TAE e traz a segunda parte da negociação do reajuste salarial previsto para Abril. Segundo ela, o governo já se movimenta no Senado para que a proposta seja votada rapidamente. “Para nós é fundamental que o PL seja aprovado para garantir nosso reajuste de 5% e o RSC, consolidando os ganhos da greve”, explica. O PL ainda retira a obrigatoriedade da lista tríplice, dando autonomia real para as Instituições Federais de Ensino indicarem seus dirigentes máximos, além dos percentuais de 70%, 15% e 15%.

A coordenadora explicou que a direção do SINDIFES-MG já iniciou as discussões com as Pró-Reitorias de Gestão de Pessoas sobre a implantação do RSC na UFMG, CEFET-MG, UFVJM e IFMG. “Nossa preocupação é que as IFES da nossa base estejam preparadas para acolher os pedidos das/os Servidoras/es do RSC assim que for implementado. Estamos conversando para que a Categoria possa entrar com o pedido do RSC após a publicação do decreto”, informou.

Concurso para TAE na UFMG

A coordenadora informou que a UFMG está em realizando concurso para contratação de 150 Técnico-Administrativos em Educação. Informou também que o concurso já está em fase avançada e é extremamente importante que, independentemente da Greve, ele seja concluído. Ela reafirmou a necessidade de ampliação da força de trabalho da Categoria e que, caso o concurso não seja concluído no prazo, assim como as contratações, pode ser jogado para o próximo ano devido ao período eleitoral. A coordenadora apresentou a proposta para os presentes na Assembleia. Foi aprovado, por unanimidade, que todas as fases do concurso, assim como das contratações, sejam consideradas como serviços essenciais.

30 Horas

O MEC e o MGI tiveram uma reunião na sexta-feira, 6/3, tendo como pauta: 1) novas adesões ao PCCTAE; 2) reposicionamento dos aposentados ou acelerações; 3) 30 horas. E vão oficializar o que foi conversado, inclusive sobre as 30h. Cristina disse que foi informada de que o MEC ponderou com o MGI que a normatização das 30h seja realizada pelo MEC, que vai enviar a resposta com o seu entendimento para o MGI. Informou também que o MEC vai articular uma reunião com a Controladoria-Geral da União (CGU), que, segundo o MGI, é a grande trava relacionada a esse assunto. Em relação aos demais pontos, o MEC solicitou ao MGI a sua reavaliação. O MGI respondeu que dará retorno para as entidades sindicais.

Pontos de Pauta da Greve com o MEC

A FASUBRA Sindical, em conjunto com o SINASEFE, enviou ofício ao MEC solicitando que os pontos que estão na pauta com o Ministério sejam discutidos na Comissão Nacional de Supervisão da Carreira (CNSC-MEC), ao invés das Mesas Setoriais; deixando os demais pontos para nas Mesas Setoriais. Além disso, foi solicitado que seja instalado grupo de trabalho imediatamente para discussão da racionalização. Neste ponto, cabe lembrar que parte da pauta estava anteriormente com o MGI e, após pressão, foi assumida pelo MEC.

Aprovação da Cobrança da Contribuição Assistencial das/os Não Filiadas/os

A coordenadora Cristina informou que a proposta de cobrança da contribuição assistencial das/os não filiadas/os é para que essas/es Servidoras/es possam contribuir com o movimento, sendo solidários à classe e ajudando a custear as atividades da Greve.

Informou também que a proposta é uma forma de fazer justiça com as/os filiadas/os, que têm custeado toda a infraestrutura da entidade, inclusive nos períodos de greve, dos quais toda a Categoria tem obtido ganhos. Nesse sentido, seria justo que as/os não filiadas/os também contribuíssem com o movimento paredista e com os ganhos da própria Categoria.

A coordenadora informou ainda que a cobrança da contribuição assistencial será única e exclusivamente para o Fundo de Greve, no percentual de 0,20% sobre o vencimento básico + o incentivo à qualificação (IQ), conforme está estabelecido no Estatuto para as/os filiadas/os, independentemente de quem está ou não em greve. A contribuição será cobrada uma única vez ao mês, durante os meses em que a Categoria estiver de Greve.

A coordenadora, por fim, informou que, conforme a decisão do STF, as/os servidoras/es que não tiverem a solidariedade de classe com os ganhos que tiveram podem se opor, desde que formalmente, entregando carta ao Sindicato. Neste sentido, foi proposto que a carta seja entregue em mãos pelas/os servidoras/es no Comando Geral de Greve.

A aprovação foi realizada após ampla discussão, com posições a favor e contra. No presencial, a votação foi por contraste (onde é verificado visualmente qual proposta teve mais votos), vencendo a realização da cobrança, assim como na enquente online, onde a votação ficou em 57% a favor da cobrança, 33% contrários e 10% de abstenção.

Eleição das/os delegadas/os para o Comando Nacional de Greve

Por fim, foi discutido se o Comando Geral de Greve poderia indicar as/os delegadas/os que representarão a base do SINDIFES-MG no Comando Nacional de Greve (FASUBRA), em Brasília.

Entre os argumentos a favor, destacou-se que a indicação pelo Comando Geral de Greve vai levar em consideração a participação dos indicados nas reuniões do próprio Comando Geral de Greve, nas Assembleias e atividades de Greve.

Contrários à indicação pelo Comando Geral de Greve rebateram que a escolha na Assembleia permitiria que grupos minoritários se candidatassem, independentemente da participação nas reuniões dos Comandos.

Ao final, foi aprovado que a indicação das/os delegadas/os se dará pelo Comando Geral de Greve, que levará para referendo da Assembleia. A aprovação se deu por ampla maioria (votação por contraste) no Auditório e, no Zoom, por enquete, também aprovada por 71% autorizando o Comando, 10% não autorizando e 20% se abstendo.

Links sobre a constitucionalidade da cobrança

STF declara constitucionalidade da contribuição assistencial a trabalhadores não sindicalizados

Aprovação da Deflagração da Greve

Com algumas abstenções, a Categoria aprovou a Deflagração de Greve por tempo indeterminado e pelo Cumprimento Integral do Acordo de Greve de 2024.

Orientações neste link para a adesão.

Ficam garantidas a manutenção dos serviços essenciais, conforme este link.

Informações, orientações, pedidos de reunião e ações de mobilização devem ser solicitadas por email, neste link ou nas reuniões dos Comandos Locais de Greve de cada IFES.

Próximas atividades

As próximas assembleias serão divulgadas em www.sindifes.org.br, no Instagram e nos grupos de Whatsapp.

Os TAE do HC-UFMG devem aguardar uma Assembleia específica na unidade, que acontecerá na semana que vem, para a deflagração da greve. Já foi solicitada sala para a realização. Fiquem atentos às divulgações.

Dúvidas sobre a Greve em www.sindifes.org.br/greve-2026/

Compartilhe